Descubra técnicas práticas e cientificamente comprovadas para gerenciar o nervosismo e alcançar seus objetivos com mais confiança e leveza
18/11/2025
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Seja antes de uma apresentação importante no trabalho, de uma prova decisiva ou em situações sociais, quem nunca sentiu aquele frio na barriga? Essa sensação, conhecida como ansiedade de performance, é uma experiência humana universal. Longe de ser fraqueza, ela é uma reação natural do nosso corpo a situações desafiadoras. A boa notícia é que, com as ferramentas certas, é possível transformar essa energia em um impulso para o sucesso.
A ansiedade é, em sua essência, um mecanismo de sobrevivência que nos prepara para a ação. O problema surge quando esse alarme se torna excessivamente alto, interferindo em nosso desempenho. Fatores como perfeccionismo, insegurança, experiências passadas de fracasso ou um ambiente crítico podem intensificar esses sentimentos.

Uma das ferramentas mais poderosas para gerenciar a ansiedade é a respiração consciente. Quando estamos ansiosos, nossa respiração tende a ficar curta e rápida, intensificando os sintomas do estresse. Ao assumir o controle da respiração, acalmamos o sistema nervoso.
A respiração diafragmática é particularmente eficaz. Um estudo de 2015 publicado no periódico Contextos Clínicos destacou essa técnica como uma das mais eficientes para a diminuição da ansiedade. Praticar por cerca de 20 minutos diários pode reduzir o estresse, como aponta o Hospital Mackenzie. Antes de um evento importante, reserve alguns minutos para inspirar lentamente pelo nariz e expirar pela boca. Pesquisadores da Universidade de Stanford descobriram que apenas cinco minutos diários podem melhorar o humor e reduzir a ansiedade.

Outra técnica com forte respaldo científico é o mindfulness, ou atenção plena. A prática consiste em focar no momento presente, sem julgamentos. Em vez de pensamentos ruminantes sobre o que pode dar errado, o mindfulness nos convida a observar nossas sensações e emoções como um espectador neutro.
Pesquisas mostram que a prática regular pode ser tão eficaz quanto medicamentos. Um estudo do Hospital Israelita Albert Einstein revelou que a atenção plena pode diminuir em até 30% os sintomas de ansiedade. Programas de oito semanas demonstraram evidências moderadas na redução da ansiedade, depressão e dor, segundo o portal ComCiência. Essa prática cria um espaço entre o estímulo e a reação, permitindo uma resposta mais calma.

A forma como dialogamos internamente tem um impacto profundo em nossa confiança. A neurocientista Wendy Suzuki, da Universidade de Nova York, sugere que podemos transformar nosso discurso interno. Em vez de focar no medo do fracasso, podemos reinterpretar a ansiedade como excitação, uma energia que nos prepara para o desafio. Falar consigo mesmo com gentileza é um exercício poderoso de autocompaixão.
Outra estratégia é a visualização positiva. Antes do evento, imagine-se executando a tarefa com sucesso. Essa prática ajuda a criar novas vias neurais, tornando o cérebro mais familiarizado com o sucesso. Pense nos resultados mais otimistas e pratique a sensação de esperá-los. Essa mudança de perspectiva pode alterar sua resposta emocional a situações de pressão.

Finalmente, é fundamental estabelecer metas realistas e valorizar cada passo da jornada. A pressão para ser perfeito é um grande gatilho para a ansiedade de performance. Ao definir objetivos alcançáveis e celebrar as pequenas conquistas, construímos autoconfiança. Lembre-se que o objetivo não é eliminar a ansiedade, mas aprender a dançar com ela, usando sua energia com leveza e determinação.