Um guia completo sobre os diferentes tipos de açúcar e dicas práticas para reduzir o consumo sem abrir mão do sabor
9/02/2026
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O açúcar está presente em muitos momentos da nossa vida, desde o cafezinho da manhã até a sobremesa do fim de semana. No entanto, com tantas opções disponíveis — refinado, mascavo, de coco — e tantas informações sobre seus efeitos na saúde, pode ser difícil saber qual o melhor caminho a seguir. A verdade é que, embora alguns tipos de açúcar sejam nutricionalmente superiores a outros, todos devem ser consumidos com moderação.
Neste guia completo, vamos desvendar os diferentes tipos de açúcar, entender como o corpo os processa e, o mais importante, oferecer dicas práticas para que você possa fazer escolhas mais inteligentes e saudáveis, sem abrir mão do sabor.

No mercado, encontramos uma variedade de açúcares, que se diferenciam principalmente pelo nível de processamento a que são submetidos. Quanto menos processado, mais nutrientes da cana-de-açúcar são preservados. No entanto, é importante lembrar que, em termos calóricos, as diferenças são mínimas.
| Tipo de Açúcar | Processamento | Características | Nutrientes |
| Refinado (Branco) | Alto | Grãos finos e brancos, sabor neutro. | Quase nenhum, apenas calorias vazias. |
| Demerara | Leve | Grãos maiores e dourados, sabor suave de melaço. | Preserva alguns minerais como cálcio e ferro. |
| Mascavo | Mínimo | Grãos úmidos e escuros, sabor forte de melaço. | Rico em minerais como cálcio, ferro, potássio e magnésio. |
| De Coco | Mínimo | Grãos dourados, sabor semelhante ao caramelo. | Contém minerais como ferro, zinco, potássio e magnésio, e vitaminas do complexo B. Possui baixo índice glicêmico. |
É um mito comum pensar que o açúcar de coco, por ter um índice glicêmico mais baixo, pode ser consumido livremente. Embora seja uma opção menos processada, ele ainda contém frutose e pode elevar os níveis de açúcar no sangue, devendo ser consumido com a mesma moderação que os demais.
Independentemente do tipo, todo açúcar que consumimos é transformado em glicose, a principal fonte de energia do nosso corpo. Esse processo, embora natural, exige um trabalho complexo do nosso organismo, envolvendo principalmente o pâncreas e o fígado.
Quando a glicose entra na corrente sanguínea, o pâncreas libera um hormônio chamado insulina, cuja função é transportar essa glicose para dentro das células, onde será convertida em energia. O excesso de glicose que não é utilizado imediatamente é armazenado no fígado e nos músculos para uso futuro.
O problema surge com o consumo excessivo e constante de açúcar. Esse hábito sobrecarrega o pâncreas, que precisa produzir cada vez mais insulina para dar conta da alta demanda de glicose. Com o tempo, as células podem se tornar resistentes à ação da insulina, um quadro que pode evoluir para o diabetes tipo 2. Além disso, o excesso de glicose que não pode ser armazenado é convertido em gordura, contribuindo para o ganho de peso e o aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Reduzir o açúcar não significa eliminar o prazer de comer. Com algumas estratégias inteligentes, é possível reeducar o paladar e manter uma alimentação saborosa e equilibrada.
Comece devagar: A mudança de hábito é um processo gradual. Se você costuma adoçar o café com duas colheres de açúcar, tente usar uma e meia por algumas semanas, depois uma, até se acostumar com o sabor natural da bebida. A restrição abrupta pode gerar compulsão e dificultar a adesão a um estilo de vida mais saudável.
Leia os rótulos: O açúcar está escondido em muitos alimentos industrializados, inclusive em produtos salgados. Fique atento a nomes como xarope de milho, maltodextrina, sacarose e glicose. Dar preferência a alimentos in natura e minimamente processados é sempre a melhor escolha.
Use as frutas a seu favor: As frutas são naturalmente doces e ricas em fibras, vitaminas e minerais. Utilize frutas maduras, como banana e maçã, para adoçar vitaminas, iogurtes e até mesmo massas de bolos e panquecas. Frutas secas, como tâmaras e uvas passas, também são ótimas opções, mas devem ser consumidas com moderação devido à alta concentração de frutose.
Explore o poder das especiarias: Canela, cravo, noz-moscada e baunilha são excelentes aliados para realçar o sabor doce dos alimentos, permitindo que você reduza a quantidade de açúcar adicionado. Experimente polvilhar canela sobre frutas, iogurtes e no café.
Beba mais água: Muitas vezes, a vontade de comer doce pode ser um sinal de desidratação. Além disso, bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos de caixinha, são grandes fontes de açúcar adicionado e calorias vazias. Priorize o consumo de água ao longo do dia.
Pratique a alimentação consciente: Comer com atenção plena, saboreando cada mordida e prestando atenção aos sinais de fome e saciedade do seu corpo, pode ajudar a controlar a vontade de comer doces por impulso ou por razões emocionais. Se perceber que a sua relação com o açúcar está ligada a questões emocionais, considere buscar o apoio de um profissional de saúde mental.

Desvendar o mundo do açúcar nos mostra que a chave para uma relação saudável com o doce não está em restrições severas, mas sim no equilíbrio e na informação. Ao fazer escolhas mais conscientes, priorizando alimentos naturais e reduzindo o consumo de produtos ultraprocessados, você nutre o seu corpo de forma inteligente e descobre novos sabores, sem abrir mão do prazer de comer.