Entenda como a ciência por trás do HIIT pode transformar seu corpo, acelerar o metabolismo e queimar gordura de forma mais eficiente, com um treino que você pode fazer em casa.
18/02/2026
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Se você busca uma forma eficiente de queimar calorias, ganhar condicionamento e otimizar sua rotina, o treino intervalado de alta intensidade, ou HIIT (High-Intensity Interval Training), pode ser a resposta. Essa modalidade de exercício tem ganhado cada vez mais popularidade por seus resultados comprovados e pela sua capacidade de se adaptar a diferentes níveis de condicionamento, podendo ser praticada em qualquer lugar, inclusive em casa.
O HIIT consiste em alternar períodos curtos de exercícios de alta intensidade, que elevam a frequência cardíaca, com breves momentos de recuperação ou exercícios de baixa intensidade. Essa dinâmica desafia o corpo de uma maneira única, trazendo benefícios que vão além do que os treinos aeróbicos tradicionais podem oferecer.

Um dos maiores atrativos do HIIT é sua notável capacidade de promover a perda de gordura. Estudos científicos demonstram que o HIIT é mais eficaz na redução de gordura subcutânea e abdominal do que os exercícios contínuos de intensidade moderada . Mas como isso acontece?
Durante os picos de alta intensidade, o corpo experimenta um aumento significativo na produção de catecolaminas, como a adrenalina e a noradrenalina. Esses hormônios são responsáveis por estimular a lipólise, que é o processo de quebra das células de gordura para serem usadas como fonte de energia. Curiosamente, a gordura abdominal possui uma maior quantidade de receptores para essas catecolaminas, o que pode tornar o HIIT uma estratégia particularmente eficaz para reduzir a gordura localizada nessa região .
Além disso, o HIIT desencadeia um fenômeno conhecido como EPOC (Excess Post-exercise Oxygen Consumption), ou consumo excessivo de oxigênio pós-exercício. Após um treino intenso, o corpo precisa de mais oxigênio para se recuperar e voltar ao seu estado de repouso. Esse processo mantém o metabolismo acelerado por horas, podendo durar de 3 a 36 horas após o término da atividade . Na prática, isso significa que você continua a queimar calorias mesmo depois de ter finalizado seu treino.

Os benefícios do HIIT vão muito além da queima de gordura. A prática regular pode levar a uma melhora significativa tanto na capacidade aeróbica quanto na anaeróbica, o que se traduz em mais fôlego e resistência para as atividades do dia a dia. Além disso, o HIIT tem se mostrado eficaz na redução da resistência à insulina e na melhora da tolerância à glicose, fatores importantes para a prevenção de doenças metabólicas como o diabetes tipo 2 .
Do ponto de vista mental, a intensidade do HIIT estimula a liberação de endorfinas, neurotransmissores associados à sensação de bem-estar e euforia, ajudando a aliviar o estresse e a melhorar o humor.

Uma das grandes vantagens do HIIT é a sua versatilidade. Você não precisa de equipamentos caros ou de muito espaço para começar. O treino a seguir pode ser feito em casa e adaptado para diferentes níveis de condicionamento.
• Aquecimento (5 minutos): Movimentos leves como polichinelos, corrida no lugar e rotação de articulações.
• Bloco de exercícios (20 minutos): Realize cada exercício por 40 segundos na maior intensidade que conseguir, seguido de 20 segundos de descanso.
• Volta à calma (5 minutos): Alongamentos leves para os principais grupos musculares trabalhados.
1. Burpees: Um exercício completo que trabalha força e resistência.
2. Agachamento com salto: Para potencializar o trabalho de pernas e glúteos.
3. Flexão de braço: Com ou sem o apoio dos joelhos no chão, para fortalecer o peitoral e os braços.
4. Corrida estacionária com joelhos altos: Para elevar a frequência cardíaca.
5. Prancha com toque no ombro: Para trabalhar o core e a estabilidade.
Repita o circuito de 5 exercícios por 4 vezes, totalizando 20 minutos de treino intenso.
• Iniciante: Aumente o tempo de descanso para 30 segundos e diminua o tempo de exercício para 30 segundos. Opte por versões mais simples dos exercícios, como o meio burpee (sem a flexão) e a flexão com os joelhos apoiados.
• Intermediário: Siga a estrutura de 40 segundos de exercício por 20 segundos de descanso.
• Avançado: Diminua o tempo de descanso para 15 segundos e aumente o tempo de exercício para 45 segundos. Busque executar os movimentos com máxima velocidade e amplitude.
O burpee é um dos exercícios mais completos e desafiadores do HIIT, mas também um dos mais propensos a erros de execução. Um dos equívocos mais comuns é forçar a região lombar durante a descida e a subida do movimento, arqueando as costas de forma excessiva. Isso acontece principalmente pela falta de ativação do core (músculos do abdômen, lombar e pelve).
O erro: Ao descer para a posição de prancha, muitas pessoas deixam o quadril cair antes do peito, criando uma curva acentuada na lombar, o que pode causar dores e até lesões. Na subida, o erro se repete, com o quadril subindo antes do tronco.
A correção: Mantenha o abdômen contraído durante todo o movimento, como se estivesse se preparando para levar um soco na barriga. Ao descer e subir, o corpo deve se mover como um bloco único, mantendo a coluna neutra. Imagine uma linha reta que vai da sua cabeça aos seus calcanhares. Para iniciantes, é recomendado começar com o meio burpee, sem a flexão de braço, para focar na estabilidade do core antes de progredir.

O HIIT é uma ferramenta poderosa para quem busca resultados expressivos em menos tempo. No entanto, é fundamental respeitar os limites do seu corpo e progredir de forma gradual. Antes de iniciar qualquer nova rotina de exercícios, especialmente uma de alta intensidade, é sempre recomendado buscar a orientação de um profissional de educação física para garantir que os movimentos sejam executados de forma segura e eficaz.
Lembre-se que a consistência é a chave para a transformação. Comece com o que é possível para você hoje e, aos poucos, desafie-se a ir além. Seu corpo e sua mente agradecerão.